Rodovia Gastão Dal Farra, km 4 - Botucatu
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Aberto ao público: Sábado das 15h às 18h
O Fundador

Erich Otto Blaich nasceu em Corres, uma pequena cidade no sudoeste da Alemanha em 12 de outubro 1919. Os primeiros anos de sua infância foram em uma pequena propriedade rural onde vivia com seus pais e seus irmãos cercado pela natureza, das quais guarda boas lembranças. Por questões financeiras a família se muda para Enzberg quando ele ainda tinha nove anos, sua admiração pelas pequenas coisas, como uma pedra, uma flor, ou um pequeno inseto o levava a chegar atrasado na escola quase todos os dias.

O contato com a arte desde a infância

Desde cedo Erich e os irmãos sempre ajudaram a trazer renda pra casa ele recolhia escargot e os vendia a um vizinho, e com este dinheiro foi que comprou sua primeira caixa de aquarela e pode pintar suas primeiras obras inspirado pelos contos de fadas que eram muito presentes no âmbito familiar.

Em 1934 ingressa na Escola Técnica de Artes Gráficas e Ourivesaria e a partir desta profissionalização foi contratado como aprendiz em uma grande empresa se tornando litógrafo, onde mais tarde se tornaria mestre dos aprendizes.

Nesta época o Partido Nacional Socialista de Hitler estava em franca expansão de suas atividades, implantando no território organizações juvenis nacional-socialistas, que convocava jovens e crianças a treinar em atividades extracurriculares, incluindo a prática de esportes e acampamentos, dentre outras. Erich optou pela divisão que construía planadores em madeira devido à sua paixão pelo aeromodelismo.

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Erich Otto Blaich nasceu em Corres, uma pequena cidade no sudoeste da Alemanha em 12 de outubro 1919. Os primeiros anos de sua infância foram em uma pequena propriedade rural onde vivia com seus pais e seus irmãos cercado pela natureza, das quais guarda boas lembranças. Por questões financeiras a família se muda para Enzberg quando ele ainda tinha nove anos, sua admiração pelas pequenas coisas, como uma pedra, uma flor, ou um pequeno inseto o levava a chegar atrasado na escola quase todos os dias.

O contato com a arte desde a infância

Desde cedo Erich e os irmãos sempre ajudaram a trazer renda pra casa ele recolhia escargot e os vendia a um vizinho, e com este dinheiro foi que comprou sua primeira caixa de aquarela e pode pintar suas primeiras obras inspirado pelos contos de fadas que eram muito presentes no âmbito familiar.

Em 1934 ingressa na Escola Técnica de Artes Gráficas e Ourivesaria e a partir desta profissionalização foi contratado como aprendiz em uma grande empresa se tornando litógrafo, onde mais tarde se tornaria mestre dos aprendizes.

Nesta época o Partido Nacional Socialista de Hitler estava em franca expansão de suas atividades, implantando no território organizações juvenis nacional-socialistas, que convocava jovens e crianças a treinar em atividades extracurriculares, incluindo a prática de esportes e acampamentos, dentre outras. Erich optou pela divisão que construía planadores em madeira devido à sua paixão pelo aeromodelismo.

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A Profissão e a 2ª Guerra Mundial

Consegue ingressar na Escola Superior de Artes e Ofícios onde se abre um campo de conhecimentos e consegue finalmente consolidar o seu sonho de se tornar artista conheceu em pintura e escultura que foram muito importantes para sua formação. Além disso, foi nesse escola que conheceu dois importantes companheiros de sua vida, sua futura esposa Margareth e a Antroposofia.

Em 1939 tudo mudaria, seus sonhos e desejos de ser artista são deixados de lado: a 2ª Guerra Mundial começa. Erich é convocado em 1940, por conta do seu trabalho. Foi com a função de telegrafista que foi enviado pra Rússia. Durante os próximos cinco anos que duraram a guerra e mais um em que foi prisioneiro se viu longe de sua família, de sua terra, enfrentando dificuldades que só uma Guerra pode infringir às pessoas.

Após o término da Guerra, Erich ainda leva um ano pra retornar a sua casa, trabalhou forçadamente em uma mina de carvão e em uma fazenda na França até que consegue enfim fugir e voltar para sua casa na Alemanha.

Após se recuperar dos anos de guerra, casa-se com Margareth que o estava esperando. Nos primeiros anos de casamento dividiam um quarto na casa de sua mãe e irmã. Este quarto era também onde instalara-se a pequena oficina de joalheria de onde tiravam seu escasso sustento. No entanto, com a reforma econômica no país o dinheiro parou de circular e tiveram de procurar serviço onde estivesse disponível: ceifar campos, limpar terrenos, colher.

Já consolidado como ourives e joalheiros recebe um convite para trabalhar com um amigo que conhecera na Escola Superior de Artes e Ofícios. Assim em 1952 embarca num navio rumo ao Brasil, deixando sua esposa grávida de seu caçula, Jorge, e seus outros filhos, Bárbara e Michel. Por conta da gravidez de Margareth Erich viajou sozinho para organizar tudo para a vinda da família.

Por algum tempo Erich trabalha junto a esse amigo em São Paulo, mas o que recebia não era suficiente para alugar uma casa para receber sua família, assim encontra um emprego na Hora S. A. de desenhista de relógios, seu trabalho agrada tanto o Sr. Schmidt, seu chefe, que é promovido e além de criar modelos de relógios era responsável por sua construção também.

A Profissão e a 2ª Guerra Mundial

Consegue ingressar na Escola Superior de Artes e Ofícios onde se abre um campo de conhecimentos e consegue finalmente consolidar o seu sonho de se tornar artista conheceu em pintura e escultura que foram muito importantes para sua formação. Além disso, foi nesse escola que conheceu dois importantes companheiros de sua vida, sua futura esposa Margareth e a Antroposofia.

Em 1939 tudo mudaria, seus sonhos e desejos de ser artista são deixados de lado: a 2ª Guerra Mundial começa. Erich é convocado em 1940, por conta do seu trabalho. Foi com a função de telegrafista que foi enviado pra Rússia. Durante os próximos cinco anos que duraram a guerra e mais um em que foi prisioneiro se viu longe de sua família, de sua terra, enfrentando dificuldades que só uma Guerra pode infringir às pessoas.

Após o término da Guerra, Erich ainda leva um ano pra retornar a sua casa, trabalhou forçadamente em uma mina de carvão e em uma fazenda na França até que consegue enfim fugir e voltar para sua casa na Alemanha.

Após se recuperar dos anos de guerra, casa-se com Margareth que o estava esperando. Nos primeiros anos de casamento dividiam um quarto na casa de sua mãe e irmã. Este quarto era também onde instalara-se a pequena oficina de joalheria de onde tiravam seu escasso sustento. No entanto, com a reforma econômica no país o dinheiro parou de circular e tiveram de procurar serviço onde estivesse disponível: ceifar campos, limpar terrenos, colher.

Já consolidado como ourives e joalheiros recebe um convite para trabalhar com um amigo que conhecera na Escola Superior de Artes e Ofícios. Assim em 1952 embarca num navio rumo ao Brasil, deixando sua esposa grávida de seu caçula, Jorge, e seus outros filhos, Bárbara e Michel. Por conta da gravidez de Margareth Erich viajou sozinho para organizar tudo para a vinda da família.

Por algum tempo Erich trabalha junto a esse amigo em São Paulo, mas o que recebia não era suficiente para alugar uma casa para receber sua família, assim encontra um emprego na Hora S. A. de desenhista de relógios, seu trabalho agrada tanto o Sr. Schmidt, seu chefe, que é promovido e além de criar modelos de relógios era responsável por sua construção também.

Consegue assim, com a ajuda do dono da fábrica, dar entrada em uma pequena casa na Vila das Belezas, um pouco afastada da cidade na qual trabalhou aos fins de semanas na reforma pra enfim receber sua família a qual estava ansioso por rever. A casa era pequena mas possuía um amplo jardim que seria perfeito para as crianças correrem e brincarem. Assim, com a ajuda do casal Schmidt e dos vizinhos a família é recebida e acomodada em seu novo lar.

Bárbara a primogênita precisava ir para a escola e ficaram sabendo que abriria uma escola Waldorf, assim que começa a relação de Erich com o que se tornaria parte tão importante de sua vida: ensino.

Erich precisou mudar de emprego para poder pagar a mensalidade, assim junto com um sócio passa a produzir pulseiras elásticas para relógios o que se mostrou ser muito rentável. Ficou responsável pela galvanização das mesmas o que não lhe fez muito bem para a saúde.

A escola mostra-se uma grande fonte de inspiração para as crianças e para o próprio Erich que é convidado pelo Sr. Ulrich para ensinar trabalhos manuais. Animado com a proposta Erich aproveita as férias para ir com toda a família à Alemanha para conhecer diversas ecolas Waldorfs e a formação de professores.

A Pedagogia e a Mineralogia

Em 1963, desliga-se da firma e com o apoio de Margareth, vai para Stuttgath para cursar o Seminário de Formação de Professores Waldorfs por um ano. Lá mergulha na Antroposofia e consegue voltar a trabalhar com artes pelas quais tinha tanta paixão. Volta para São Paulo pronto para assumir suas funções na Escola Waldorf Rudolf Steiner.

Esse seria o começo de um novo capítulo me sua vida, ele encontrou na Antroposofia e no ensino sua verdadeira vocação, ao longo dos anos que se dedicou a isso foram inspirados por eles diversos alunos, professores e pessoas de diversas áreas. Se envolveu de corpo e alma na construção da escola e estava sempre pronto a enfrentar novos desafios, como das aulas de pintura noturnas para pais – onde sempre aproveitava para conversar mais sobre a pedagogia – ou desenhar as escadarias, ou os novos prédios, a quadra coberta. E assim a escola foi crescendo com sua valorosa colaboração.

Foi em suas viagens com os alunos à Minas Gerais e ao Rio Grande do Sul e visitas à minas de ametistas e de tantas outras pedras preciosas que Erich despertou outra paixão sua: a Mineralogia. Assim, em seu ano sabático da Escola ele e a família vão passar uns meses na Alemanha onde a arte da lapidação que passa a ensinar aos alunos do colegial.

Consegue assim, com a ajuda do dono da fábrica, dar entrada em uma pequena casa na Vila das Belezas, um pouco afastada da cidade na qual trabalhou aos fins de semanas na reforma pra enfim receber sua família a qual estava ansioso por rever. A casa era pequena mas possuía um amplo jardim que seria perfeito para as crianças correrem e brincarem. Assim, com a ajuda do casal Schmidt e dos vizinhos a família é recebida e acomodada em seu novo lar.

Bárbara a primogênita precisava ir para a escola e ficaram sabendo que abriria uma escola Waldorf, assim que começa a relação de Erich com o que se tornaria parte tão importante de sua vida: ensino.

Erich precisou mudar de emprego para poder pagar a mensalidade, assim junto com um sócio passa a produzir pulseiras elásticas para relógios o que se mostrou ser muito rentável. Ficou responsável pela galvanização das mesmas o que não lhe fez muito bem para a saúde.

A escola mostra-se uma grande fonte de inspiração para as crianças e para o próprio Erich que é convidado pelo Sr. Ulrich para ensinar trabalhos manuais. Animado com a proposta Erich aproveita as férias para ir com toda a família à Alemanha para conhecer diversas ecolas Waldorfs e a formação de professores.

A Pedagogia e a Mineralogia

Em 1963, desliga-se da firma e com o apoio de Margareth, vai para Stuttgath para cursar o Seminário de Formação de Professores Waldorfs por um ano. Lá mergulha na Antroposofia e consegue voltar a trabalhar com artes pelas quais tinha tanta paixão. Volta para São Paulo pronto para assumir suas funções na Escola Waldorf Rudolf Steiner.

Esse seria o começo de um novo capítulo me sua vida, ele encontrou na Antroposofia e no ensino sua verdadeira vocação, ao longo dos anos que se dedicou a isso foram inspirados por eles diversos alunos, professores e pessoas de diversas áreas. Se envolveu de corpo e alma na construção da escola e estava sempre pronto a enfrentar novos desafios, como das aulas de pintura noturnas para pais – onde sempre aproveitava para conversar mais sobre a pedagogia – ou desenhar as escadarias, ou os novos prédios, a quadra coberta. E assim a escola foi crescendo com sua valorosa colaboração.

Foi em suas viagens com os alunos à Minas Gerais e ao Rio Grande do Sul e visitas à minas de ametistas e de tantas outras pedras preciosas que Erich despertou outra paixão sua: a Mineralogia. Assim, em seu ano sabático da Escola ele e a família vão passar uns meses na Alemanha onde a arte da lapidação que passa a ensinar aos alunos do colegial.

A fundação do MuMA

A mineralogia fez parte de sua vida desde que chegou ao Brasil. Morando na Vila das Belezas, zona sul da capital paulista, surprendia-se em recolher cristais de quartzo e ametista nas valas que se abriam com as chuvas. Nos anos 50 esta região tinha um aspecto bastante rural, e as ruas não tinha pavimentação. A coleção de minerais começou nesta época. E quando sua profissão foi ensinar, como autodidata da mineralogia, uma grande coleção era apoio para suas aulas.

Nunca pensou nos minerais como valor econômico, para acumular riqueza. Sempre os viu como instrumentos de trabalho e principalmente, para despertar a admiração pelo mundo físico e suas belas formas e cores.

Pensando em perpetuar a visitação de sua coleção e o apoio para as aulas, funda o Museu de Mineralogia Aitiara no ano de 2006, criando em seguida a pessoa jurídica que administra, zela, preserva e expõe o acervo. O nome do Museu é uma homenagem à Escola Waldorf Aitiara, por quem sempre manteve uma relação de amor fraterno. Durante muitos anos organizou bazares de venda de minerais, revertendo os lucros para construir salas de aula.

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Erich Blaich observa cristal encontrado pelos alunos da oitava série (1985).

A fundação do MuMA

A mineralogia fez parte de sua vida desde que chegou ao Brasil. Morando na Vila das Belezas, zona sul da capital paulista, surprendia-se em recolher cristais de quartzo e ametista nas valas que se abriam com as chuvas. Nos anos 50 esta região tinha um aspecto bastante rural, e as ruas não tinha pavimentação. A coleção de minerais começou nesta época. E quando sua profissão foi ensinar, como autodidata da mineralogia, uma grande coleção era apoio para suas aulas.

Nunca pensou nos minerais como valor econômico, para acumular riqueza. Sempre os viu como instrumentos de trabalho e principalmente, para despertar a admiração pelo mundo físico e suas belas formas e cores.

Pensando em perpetuar a visitação de sua coleção e o apoio para as aulas, funda o Museu de Mineralogia Aitiara no ano de 2006, criando em seguida a pessoa jurídica que administra, zela, preserva e expõe o acervo. O nome do Museu é uma homenagem à Escola Waldorf Aitiara, por quem sempre manteve uma relação de amor fraterno. Durante muitos anos organizou bazares de venda de minerais, revertendo os lucros para construir salas de aula.

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Erich Blaich observa cristal encontrado pelos alunos da oitava série (1985).
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Trabalhou no Museu até 2011, recebendo alunos, dando aula, organizando a exposição e fazendo muitos planos para o futuro. Morreu neste ano, com a idade de 91 anos, em um Sábado de Aleluia. Sua generosidade para ensinar, sua enorme força de trabalho e sua juventude é uma marca registrada na lembrança de todos que com Erich Blaich conviveram.
Trabalhou no Museu até 2011, recebendo alunos, dando aula, organizando a exposição e fazendo muitos planos para o futuro. Morreu neste ano, com a idade de 91 anos, em um Sábado de Aleluia. Sua generosidade para ensinar, sua enorme força de trabalho e sua juventude é uma marca registrada na lembrança de todos que com Erich Blaich conviveram.

MAGMA Museu Aberto de Geociências, Mineralogia e Astronomia
Rodovia Gastão Dal Farra, km 4 - Botucatu | (14) 99754-6694 | contato@magma.org.br
Aberto ao público: Sábado das 15h às 18h (ou agendamento)